sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

E o coração volta a bater...


Chevrolet...essa é a marca. Não é qualquer uma que faz um motor que fica desligado durante anos e religa em um dia, em bem menos de uma hora!!

Mas pra mexer com ele não foi fácil: como o tempo não estava bom foi preciso levá-lo pra debaixo do telhado da garagem, mas como o motor ainda não estava ligado foi tudo na base do trabalho braçal. A pouca largura do terreno, os pneus um tanto vazios e a inexistência da direção hidráulica tornaram a mudança de lugar um trabalho hercúleo.
Não basta ser dona, tem que perticipar: terminei com as mãos imundas da poeira da lataria e uma dor nos dois ombros que durou dias rsrsrs
Com a ajuda de um conhecido conseguimos abrir o capô e ver o que havia no cofre do motor: muita ferrugem!
Mas também um motorzão, apesar da ausência da bateria. Com uma bateria usada, um pouco de gasolina e de esforço, nós fizemos o motor roncar.E que som!!!!! Sinfonia, Mozart, Beethoven, Bach!! Apesar do escapamento furado o som era incrível e também era a renovação da nossa esperança.
Estabelecendo uma comparação entre ele e os carros atuais:
o carro da família é um Doblò, quando ele ficou dois dias seguidos sem ser ligado, o motor ratiou durante uns três minutos até que ligasse de novo. Foram só DOIS DIAS, o Opala ficou ANOS parado!!

Sem dúvida ainda há muito pra ser feito, o motor está bastante oxidado, em breve ele será limpo e retificado, e voltará aos 'dias de glória'!

A primeira impressão é a que fica?

Acordar e ver aquele "monstro" pela janela do quarto foi uma sensação indescritível, não imaginava que o carro fosse tão grande!! rsrs
Quando fui vê-lo mais de perto descobri que o que o meu pai havia chamado de "pontos de ferrugem" não eram só pontos, eram linhas, eram boas áreas corroídas pela ação do tempo. Ele havia sido remendado pois ele devia ter uns três tons de tinta hehehe. A tinta descascada e a grande quantidade de partes oxidadas não mentiam a idade: ele já tem 30 anos!


A esperança era o interior...FRACASSO! rsrsrs
Estofamento imundo e buzina adaptada em um interruptor, sem contar o estado precário dos tapetes e a falta de cobertura na mala levaram mais uma parte da esperança de ver o carro tinindo em pouco tempo.

O "orgulho" ostentado por esse clássico são as rodas em forma de estrela, que, assim que a reforma estiver concluída, vão ser diamantadas, devolvendo o brilho que elas merecem!!

O início de tudo...

A paixão por carros, e em especial por carros antigos, une a mim, meu pai e meu irmão.
Os três têm em comum, além de muitos outros pontos, a afeição por Opalas, mas cada um a seu modo: eu me enamorei pelos faróis redondos dos modelos da década de 70 (no caso mais específico do modelo 78/79, porque as lanternas redondas dão um charme extra ao carro); enquanto os meninos queriam um da década de 80, com seus traços retos.
Já há algum tempo vínhamos olhando Opalas a venda pelas ruas, e sempre no impasse da década a ser escolhida. Acho que pela proximidade da minha maioridade e pelo acaso, meu pai acabou adquirindo um Opala modelo 78. A notícia da compra do carro foi recebida por mim com festa, pra uma garota "normal" acho que a alegria pode ser comparada à compra da bolsa da Luis Vuitton, ou à chegada de alguma coleção nova de roupas.
A questão é que nos envolvemos com esse carro...A reforma vai ser longa, trabalhosa, mas sem dúvidas também será recompensadora.
E eu com minha mente fértil, até bolei um slogan pro carro rsrsrs
Eis a imagem da "campanha publicitária" do meu "bebê":